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Apagão em Nova Jersey: cinco minutos de domínio norueguês selam queda do Brasil na Copa

Seleção Brasileira assiste à troca de passes da Noruega e sofre eliminação nas oitavas de final da Copa de 2026 após gol de Haaland; veja o raio-x do lance crucial.

·há 4d·Editoria Nexa Esportes

A Seleção Brasileira encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 de forma melancólica no último domingo, em Nova Jersey. A eliminação nas oitavas de final para a Noruega foi marcada por um hiato de produção que custou caro: o time de Carlo Ancelotti assistiu passivamente ao domínio adversário durante cinco minutos ininterruptos, culminando no gol decisivo do astro Erling Haaland.

O revés por 1 a 0 não apenas retira o Brasil da briga pelo hexa, mas também impõe à CBF a pior campanha em Mundiais desde 1990. Entre críticas à postura tática e o nervosismo de veteranos como Neymar, o que fica é o registro de um time que se perdeu em campo no momento em que a partida mais exigia controle.

O 'apagão' cronometrado

O lance que definiu a partida começou aos 28 minutos e 53 segundos do segundo tempo. Naquele momento, Marquinhos havia acabado de desarmar Heggem no campo defensivo, iniciando o que seria o último suspiro ofensivo brasileiro. A bola passou por Vinícius Júnior e chegou a Danilo, que errou o cruzamento. No rebote, Casemiro tentou nova bola na área, mas a defesa norueguesa interceptou.

A partir deste erro, o Brasil não conseguiu mais a posse de bola. Durante exatos cinco minutos, a Noruega ditou o ritmo, aproveitando o recuo estratégico proposto por Ancelotti. O plano de dar a bola ao adversário para apostar em transições rápidas mostrou-se fatalmente falho quando a transição brasileira não existiu e a marcação não conseguiu interromper a troca de passes liderada por Martin Ødegaard.

A sentença de Haaland

Enquanto o Brasil tentava se reencontrar defensivamente, a Noruega empilhava chances. Alisson chegou a salvar a Seleção em um chute perigoso de Schjelderup, mas a pressão era insustentável. Entre o cruzamento interceptado de Casemiro e o balançar das redes, o Brasil se limitou a dois chutões sem direção e um lateral cedido.

Aos 34 minutos, o inevitável aconteceu. A troca de passes envolvente da equipe europeia encontrou Haaland na área. O centroavante do Manchester City subiu mais alto que a zaga brasileira e cabeceou sem chances para Alisson, selando o placar. O cenário de impotência gerou revolta nas redes sociais e até um início de discussão entre Neymar e o goleiro norueguês, aumentando o clima de instabilidade no vestiário.

Próximos passos e reconstrução

Com o adeus precoce nos Estados Unidos, o Brasil terá um longo período de reflexão e críticas antes de voltar a campo. A delegação desembarca sob pressão, e a continuidade do projeto de Ancelotti certamente será tema central nos debates esportivos das próximas semanas.

O calendário da Seleção só terá novos compromissos em setembro, quando a equipe disputará dois amistosos contra a Austrália. Até lá, o torcedor brasileiro terá que conviver com a imagem de uma equipe que, no palco principal do futebol mundial, preferiu ser espectadora a ser protagonista.

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Matéria produzida pela redação automatizada do Nexa Esportes com base em apurações públicas (referência: ge.globo).

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