Drama e glória na Repescagem: Iraque e RD Congo carimbam passaporte para a Copa
Iraquianos encerram jejum de 40 anos após vitória sobre a Bolívia, enquanto africanos superam a Jamaica na prorrogação para garantir vaga no Grupo K.
A estrada para a Copa do Mundo de 2026 ganhou capítulos dramáticos nesta semana com as definições da repescagem mundial. Em jogos marcados pela superação técnica e física, o Iraque quebrou um tabu histórico de quatro décadas, enquanto a República Democrática do Congo precisou do tempo extra para confirmar seu retorno ao maior palco do futebol mundial.
O fim do jejum iraquiano
O Iraque está de volta à Copa do Mundo após 40 anos de ausência. Em uma partida onde a estratégia defensiva prevaleceu sobre o controle da posse de bola, os iraquianos venceram a Bolívia e garantiram a classificação. Os números da partida mostram o tamanho da resistência: o Iraque teve apenas 32% de posse de bola e finalizou menos que o adversário sul-americano.
No entanto, a eficiência foi o diferencial. Após abrir o placar, a equipe iraquiana soube "picar" o jogo na etapa final, impedindo qualquer reação organizada da Bolívia, que anteriormente havia chegado com moral após vencer o Suriname de virada. A festa iraquiana marca o retorno de uma nação que não disputava o torneio desde 1986.
Drama africano na prorrogação
A República Democrática do Congo também carimbou seu passaporte, mas não sem antes passar por um teste de nervos contra a Jamaica. Após um empate no tempo regulamentar, a decisão foi para a prorrogação. O herói improvável foi o zagueiro Axel Tuanzebe, que marcou o gol decisivo para selar a vitória africana.
Com o resultado, a RD Congo entra oficialmente no Grupo K do Mundial, onde terá desafios de peso. A seleção africana enfrentará Portugal, Colômbia e Uzbequistão na fase de grupos. A Jamaica, que vinha de uma vitória difícil contra a Nova Caledônia, acaba adiando o sonho de retornar ao torneio.
Árbitro lesionado e choro em campo
Um fato inusitado marcou o confronto entre RD Congo e Jamaica. O árbitro argentino Facundo Tello precisou ser substituído durante a partida após sentir uma lesão na perna esquerda. A imagem de Tello deixando o campo chorando chamou a atenção dos torcedores, evidenciando a pressão e a carga física envolvida em jogos decisivos de repescagem. O substituto assumiu o comando para finalizar o duelo que determinou o destino das seleções.
Itália e Bósnia decidem o futuro
Enquanto Iraque e RD Congo comemoram, a Europa volta suas atenções para o confronto entre Itália e Bósnia. Após vencer a Irlanda do Norte por 2 a 0 na semifinal, a Azzurra tenta evitar o terceiro fracasso consecutivo em eliminatórias. O técnico Gennaro Gattuso admitiu o alívio com a primeira vitória, mas pregou cautela para a final contra o time de Edin Dzeko.
"Nossa tensão também é a deles", afirmou Gattuso, projetando o duelo que vale a vida para os italianos, que buscam retornar ao Mundial após 12 anos de hiato. A bola rola nesta terça-feira para definir quem ocupará uma das últimas vagas restantes na maior festa do futebol.
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