
Brasil registra pior campanha em Copas desde 1990 após queda melancólica para a Noruega
Sob comando de Carlo Ancelotti, Seleção falha em plano tático, sofre com domínio de Odegaard e Berge e encerra ciclo de 2026 com atuação abaixo das expectativas.
A Seleção Brasileira encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 de forma amarga. Ao ser eliminado nas oitavas de final pela Noruega, o Brasil consolidou sua pior performance em Mundiais desde a edição de 1990, na Itália. O revés não apenas interrompeu o sonho do hexacampeonato, mas também escancarou fragilidades táticas e psicológicas de um elenco que chegou ao torneio cercado de expectativas.
Domínio norueguês e o nó tático de Ancelotti
Dentro de campo, o que se viu foi um domínio atípico do adversário. A dupla de meio-campistas da Noruega, formada por Sander Berge e Martin Odegaard, orquestrou o jogo com maestria. Juntos, eles foram responsáveis por acertar quase 80% do volume total de passes que o Brasil conseguiu trocar em toda a partida, evidenciando a passividade da marcação brasileira.
O técnico Carlo Ancelotti, questionado após o apito final, tentou explicar o recorde negativo de posse de bola da Seleção. A análise técnica aponta que o plano tático inicial falhou e as substituições promovidas durante o segundo tempo acabaram piorando a estrutura da equipe, deixando o setor defensivo exposto aos avanços noruegueses liderados por Erling Haaland.
Reações no vestiário e o adeus de veteranos
O clima nos bastidores após a eliminação foi de total desolação. Neymar, que teve uma atuação discreta e arriscou pouco no que pode ter sido seu adeus melancólico aos Mundiais, foi um dos mais emocionados. Enquanto isso, Vinícius Júnior assumiu o papel de liderança entre os mais jovens, enviando mensagens de apoio ao camisa 10 e garantindo que "não irá desistir" do projeto da Seleção.
Um dos momentos mais marcantes do pós-jogo foi o desabafo de Endrick. A jovem promessa revelou como reagiu ao gol perdido que poderia ter mudado o destino da partida. A falha individual, somada às dificuldades coletivas, marcou o tom das entrevistas na zona mista, onde os jogadores lamentaram a falta de contundência em momentos decisivos.
O futuro: ciclo 2030 e renovação necessária
Com o fim precoce da jornada em 2026, as atenções se voltam agora para o ciclo de 2030. A comissão técnica e a diretoria da CBF devem avaliar quem se salvou e quem decepcionou nesta campanha histórica negativamente. Nomes que não renderam o esperado, como Bruno Guimarães — que teve seu histórico de batedor de pênaltis questionado —, devem passar por um escrutínio maior.
A transição para a próxima geração já começou a ser discutida. A expectativa é que o próximo ciclo foque em recuperar a identidade do futebol brasileiro, priorizando o controle do jogo e a eficiência defensiva, características que faltaram na trágica eliminação diante da Noruega.
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