Cadeiras vazias em Miami contrastam com números oficiais da Fifa na Copa de 2026
Apesar do anúncio de casa quase cheia contra a Arábia Saudita, setores nobres e caros do estádio registraram claros durante o empate do Uruguai.
A partida entre Uruguai e Arábia Saudita, válida pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, trouxe à tona uma discussão recorrente em eventos de grande porte: a discrepância entre o público presente e a ocupação visual das arquibancadas. No Estádio de Miami, as lentes das câmeras flagraram diversos lugares vazios, contrastando com os dados oficiais divulgados pela entidade máxima do futebol logo após o apito final.
Enquanto o Uruguai lutava em campo para arrancar um empate diante dos sauditas, em uma noite marcada por falhas defensivas e de goleiros, o cenário nas tribunas chamava a atenção pela ausência de torcedores em áreas estratégicas. O fenômeno, que já havia sido notado em outros confrontos desta edição do torneio, voltou a gerar questionamentos sobre a política de ingressos e o acesso ao estádio.
O contraste nos setores VIP
Os pontos cego de público foram mais evidentes nos setores centrais, especialmente nas cadeiras situadas próximas ao gramado em ambos os lados do campo. Por ironia, estas são as áreas mais caras do estádio, geralmente destinadas a ingressos de categoria premium ou convidados corporativos. A ausência de torcedores nesses locais criou um vácuo visual em meio ao espetáculo.
A situação apresentou uma leve melhora no segundo tempo, quando parte desses lugares foi ocupada, possivelmente por pessoas que se deslocaram de outros setores ou chegaram atrasadas. Contudo, os espaços vazios continuaram nítidos até o fim da partida. Nos aneis superiores, onde os ingressos costumam ser mais acessíveis, também houve registro de assentos desocupados, embora em uma escala significativamente menor.
Números oficiais x Realidade visual
De acordo com o relatório da Fifa, o público divulgado foi de 62.764 torcedores. Considerando que a capacidade total do Estádio de Miami para o torneio é de 64.478 lugares, a ocupação oficial beirou os 97%. Segundo a organização, apenas 1.714 bilhetes não teriam sido vendidos para o confronto.
A diferença entre o que os números dizem e o que as imagens mostram costuma ser explicada por diversos fatores: desde empresas que compram pacotes de hospitalidade e não utilizam todos os convites, até torcedores que permanecem nas áreas internas de alimentação e lazer durante o jogo. O fato é que, para quem assistia das arquibancadas ou pela televisão, a sensação era de um estádio com menos vida do que o anunciado.
Desempenho sul-americano e clima em Miami
Dentro das quatro linhas, o Uruguai seguiu a tônica de outras seleções do continente neste início de competição. A América do Sul ainda busca sua primeira vitória na Copa de 2026, e o empate contra a Arábia Saudita manteve a escrita. O jogo foi tenso e tecnicamente abaixo do esperado, o que também pode ter contribuído para a falta de entusiasmo em setores onde o público é tradicionalmente menos engajado na cantoria das arquibancadas.
A Fifa não se manifestou especificamente sobre os setores vazios em Miami, mantendo o foco nos números de bilheteria, que indicam sucesso comercial, mesmo que o impacto visual nas arenas americanas ainda apresente momentos de oscilação.
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