Matheus Cunha projeta reencontro com Haaland e descarta favoritismo contra a Noruega
Artilheiro da Seleção com três gols na Copa do Mundo detalha duelo particular com o astro do City e as variações táticas após a lesão de Paquetá.
A Seleção Brasileira entra na fase de mata-mata da Copa do Mundo com um desafio de peso pela frente. O atacante Matheus Cunha, que se consolidou como titular e já soma três gols na competição, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira em Nova Jersey, projetando o duelo das oitavas de final contra a Noruega. O centroavante, que atua no Manchester United, falou abertamente sobre o reencontro com Erling Haaland, seu rival de cidade na Inglaterra.
O Duelo de Titãs da Premier League
Acostumado a enfrentar Haaland tanto na Bundesliga quanto na Premier League, Cunha destacou a qualidade do adversário, mas ressaltou o conhecimento mútuo entre as equipes. "É um grande jogador. Já demonstrou isso em todos os momentos", afirmou o camisa 9. Para o brasileiro, a chave para anular o ataque norueguês não está apenas em um homem, mas na atenção coletiva aos detalhes.
"Temos um relacionamento saudável. Sabemos como os dois podem ser importantes e não será diferente. O ataque deles é muito forte. Quase todos os fins de semana jogamos contra. Temos que estar atentos não só a ele, mas a todos", alertou o atacante, que deve liderar a linha ofensiva brasileira no domingo.
Pés no chão e o 'Mito' do Favoritismo
Mesmo com o peso das cinco estrelas no peito e as casas de apostas apontando o Brasil como favorito, Matheus Cunha fez questão de afastar qualquer clima de 'já ganhou'. O jogador rebateu as declarações do próprio Haaland, que classificou a Noruega como zebra no confronto.
"Eu vejo pouco sobre favoritismo. Não busco estas informações. Favoritismo não entra em campo. Por mais que se tenha confiança nos seus companheiros, não ajuda em campo. Temos que focar nos 90 minutos que tudo pode acontecer", ponderou o artilheiro, reforçando o discurso de cautela que impera no elenco comandado por Carlo Ancelotti.
Variações Táticas sem Paquetá
A ausência de Lucas Paquetá, lesionado, abre uma lacuna no meio-campo e pode mudar a função de Cunha. O atacante explicou que está pronto para ser mais do que um finalizador. Dependendo da escolha do treinador — entre peças como Danilo Santos, Gabriel Martinelli ou Endrick —, o camisa 9 pode atuar de forma mais recuada.
"Em muitos momentos eu estou de 9 e tenho que estar flutuando como o ponta do losango ou como um meia de criação. De acordo com os jogos, a comissão dar funções diferentes aos atletas é muito comum. Contra o Japão, o plano era flutuar mais para criar jogadas contra blocos compactos", explicou o atleta, detalhando sua polivalência.
Brasil e Noruega medem forças no domingo, às 17h (de Brasília), no Estádio de Nova York e Nova Jersey. O vencedor do confronto garante vaga nas quartas de final para enfrentar quem passar do duelo entre México e Inglaterra.
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