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Seleção

Endrick quebra o silêncio após eliminação: 'Poderia ter feito melhor'

Jovem atacante lamenta chance clara desperdiçada contra a Noruega e projeta o futuro da Seleção Brasileira após queda precoce nas oitavas de final da Copa.

·há 4d·Editoria Nexa Esportes

O sonho do hexa foi adiado de forma dramática em Nova Jersey. A eliminação do Brasil para a Noruega, por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo, deixou cicatrizes profundas em um elenco jovem, mas que carregava o peso da expectativa de um país. No centro das atenções, o atacante Endrick, de 19 anos, não escondeu o abatimento ao deixar o gramado. O jogador lamentou intensamente a oportunidade desperdiçada no segundo tempo, quando o placar ainda apontava 0 a 0, um lance que poderia ter mudado o destino da Amarelinha no torneio.

O lance capital e a conversa com Deus

A frustração de Endrick era visível. Aos 13 minutos da etapa final, o atacante teve a chance de colocar o Brasil em vantagem, mas finalizou para fora. Pouco tempo depois, a Noruega castigaria a falta de eficiência brasileira. Após o apito final, o camisa 9 revelou como lidou emocionalmente com o erro individual em um jogo de tamanha importância.

"Lamentei muito. Depois, até fiquei falando com Deus, agradeci pela oportunidade, mas foi um momento em que eu poderia ter feito melhor. Não pude fazer, mas agradeço a Deus por aquela oportunidade. Vou trabalhar para isso não acontecer de novo", desabafou o atacante, demonstrando uma maturidade precoce ao lidar com a pressão do erro em um palco global.

Um balanço abaixo das expectativas

Esta foi a primeira Copa do Mundo de Endrick, e o saldo final está longe do que o prodígio brasileiro desenhou em seus sonhos. O Brasil se despede da competição com sua pior campanha desde 1990, um tabu de 36 anos que volta a assombrar a Seleção. Para o atacante, o torneio foi um aprendizado doloroso, marcado pelas dificuldades enfrentadas desde a preparação.

"Uma Copa que, claro, não foi do jeito que eu esperava, mas agradeço a Deus pela oportunidade. Foi um período muito difícil para conseguir chegar aqui. Foi uma experiência. Vou trabalhar bastante nos próximos quatro anos para estar de novo", afirmou o jogador, já projetando o ciclo de 2030.

O futuro sob o comando de Ancelotti

Com o fim da linha nesta Copa, o foco da Seleção Brasileira se volta para a reconstrução. O técnico Carlo Ancelotti terá o desafio de digerir o fracasso e preparar o grupo para os próximos compromissos na data FIFA de setembro, que incluem dois amistosos contra a Austrália. Questionado se assumiria o posto de principal referência técnica para o próximo ciclo, Endrick preferiu adotar um discurso coletivo.

"Vou trabalhar bastante. Tomara que eu não seja 'o homem', tomara que sejam todos que estiverem aqui, para a gente fazer um trabalho de grupo. É o melhor para o Brasil, com todos fazendo um bom trabalho, para não passarmos mais por isso", concluiu o atacante. A Seleção agora retorna para casa, enquanto a comissão técnica inicia a avaliação de quem seguirá nos planos para o futuro do futebol brasileiro.

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Matéria produzida pela redação automatizada do Nexa Esportes com base em apurações públicas (referência: ge.globo).

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