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Seleção

O lance que parou o Brasil: a reação de Ancelotti e Vini ao gol perdido por Endrick

Jovem atacante teve a chance de mudar o destino da Seleção contra a Noruega, mas erro custou caro e selou o pior desempenho brasileiro em Mundiais desde 1990.

·há 4d·Editoria Nexa Esportes

O relógio marcava 13 minutos do segundo tempo no MetLife Stadium quando o destino da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 pareceu, por um instante, prestes a mudar. Recém-colocado em campo por Carlo Ancelotti sob o clamor da torcida, Endrick teve nos pés a bola do jogo. O desfecho, porém, foi um erro que simbolizou a frustração de uma eliminação histórica para a Noruega por 2 a 1.

O lance começou com a assinatura da experiência: Casemiro roubou a bola no meio-campo e serviu Vinícius Júnior. O camisa 7, com a visão periférica apurada, descolou um passe açucarado para Endrick. O atacante saiu cara a cara com o goleiro Nyland, mas a finalização de trivela, com a parte externa do pé esquerdo, caprichosamente saiu pela linha de fundo.

Silêncio e Incredulidade no Banco de Reservas

A reação ao gol perdido foi imediata e captada em detalhes pelas câmeras. Enquanto Endrick desabava no gramado, com as mãos no rosto, o técnico Carlo Ancelotti não escondeu o choque. O treinador italiano, conhecido pela serenidade, exibiu uma expressão de incredulidade com a oportunidade desperdiçada em um momento tão crítico do mata-mata.

Ao lado do campo, o clima não era diferente. Os reservas Danilo Santos e Luiz Henrique, que realizavam o aquecimento, interromperam os exercícios com as mãos na cabeça. Do outro lado, o alívio era visível no semblante de Ståle Solbakken, técnico norueguês, que viu sua estratégia defensiva ser salva pelo erro de pontaria do jovem prodígio brasileiro.

O Peso do Erro e o Fantasma de 1990

A falha de Endrick não foi isolada — somando-se ao pênalti perdido por Bruno Guimarães —, mas carregou um peso simbólico. A derrota por 2 a 1 confirmou a pior campanha do Brasil em Copas do Mundo nos últimos 36 anos. Desde a eliminação para a Argentina nas oitavas de final da Copa de 1990, na Itália, a Seleção não deixava o torneio de forma tão precoce e dolorosa.

A eliminação encerra o ciclo imediato de Ancelotti e coloca o planejamento da CBF sob escrutínio. O time agora entra em um hiato forçado, sem competições oficiais até a próxima Data FIFA. O reencontro com a torcida está marcado apenas para setembro, quando o Brasil viaja até a Austrália para dois amistosos em Townsville e Brisbane, tentando lamber as feridas de um Mundial para esquecer.

Futuro em Xeque e Recomeço

Agora, resta a Endrick e ao grupo brasileiro digerir o revés em solo americano. O jovem, apontado como a solução para o ataque, terá que lidar com o peso de uma chance que poderia ter evitado o vexame histórico. A análise tática de Mansur e outros especialistas aponta um Brasil ainda em busca de equilíbrio, dependente de lampejos individuais que, desta vez, não foram suficientes para superar a organização nórdica.

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Matéria produzida pela redação automatizada do Nexa Esportes com base em apurações públicas (referência: ge.globo).

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