Os pulmões da Seleção: Bruno Guimarães e Marquinhos lideram estatísticas físicas na Copa
Relatório da Fifa detalha o vigor físico do Brasil na vitória contra o Japão; volante percorreu 12,1 km e zagueiro registrou o sprint mais rápido da equipe.
A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão, que selou a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo, não foi construída apenas no talento técnico e na tática. O vigor físico foi determinante para a virada em Houston, Texas, e os dados oficiais divulgados pela Fifa após o confronto comprovam a intensidade aplicada pelos comandados de Carlo Ancelotti. Dois nomes se destacam no topo das métricas: Bruno Guimarães, pela resistência, e Marquinhos, pela explosão.
O motor do meio-campo
Bruno Guimarães voltou a mostrar por que é peça fundamental no esquema do Brasil. O camisa 8 não apenas contribuiu com sua quarta assistência nesta Copa do Mundo, mas também foi o jogador que mais se movimentou em campo. O volante percorreu uma distância total de 12,17 quilômetros, mantendo o posto de "motorzinho" da equipe que já havia ocupado durante a fase de grupos.
A capacidade de preencher espaços e dar suporte tanto na defesa quanto no ataque coloca o jogador em um patamar de elite física no Mundial. Logo atrás dele, Douglas Santos (10,96 km) e Gabriel Magalhães (10,56 km) completam o pódio dos atletas que mais trabalharam a quilometragem durante os 90 minutos.
Velocidade e cobertura defensiva
Se Bruno Guimarães garantiu a constância, a defesa mostrou rapidez para conter os contra-ataques japoneses. O zagueiro Marquinhos surpreendeu ao registrar a maior velocidade máxima da partida entre os brasileiros. O defensor atingiu um sprint de 33,8 km/h, superando nomes conhecidos pela velocidade, como Vinícius Júnior, que alcançou 33,2 km/h, e Gabriel Martinelli, com 33,0 km/h.
Essa explosão de Marquinhos é vital para o sistema de linha alta utilizado por Ancelotti, permitindo recuperações rápidas em bolas lançadas nas costas da defesa. Fecham a lista de velocistas nomes como Endrick, com 32,4 km/h, e o lateral Danilo, que registrou 31,6 km/h.
Foco total nas oitavas de final
Com os dados físicos em mãos, a comissão técnica agora trabalha na recuperação dos atletas para o início do mata-mata. Classificado, o Brasil volta a campo no próximo domingo e aguarda a definição do seu adversário, que sairá do confronto entre Costa do Marfim e Noruega.
A expectativa é de um duelo intenso, especialmente se a Noruega confirmar o favoritismo, trazendo o desafio de marcar o centroavante Erling Haaland. Para conter o ímpeto europeu, o Brasil precisará, mais uma vez, que seus pulmões e velocistas estejam em dia para manter o sonho do hexacampeonato vivo em solo americano.
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