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Seleção

O fim de uma era: Neymar tem adeus melancólico e atuação burocrática em queda do Brasil

Em sua última Copa do Mundo, o camisa 10 entra no segundo tempo, pouco produz e vê Seleção Brasileira sucumbir diante da Noruega de Haaland

·há 4d·Editoria Nexa Esportes

A caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim de maneira dolorosa. No confronto decisivo contra a Noruega, o Brasil foi dominado pelas estratégias europeias e pela letalidade de Erling Haaland, que balançou as redes duas vezes. No entanto, o foco das atenções — e das lentes táticas — voltou-se para Neymar. Aos 34 anos, o maior artilheiro da história da Amarelinha viveu um capítulo final melancólico, marcado por uma atuação distante de seus dias de glória.

Neymar iniciou a partida no banco de reservas, entrando apenas aos 22 minutos do segundo tempo. A expectativa era de que o craque pudesse mudar o rumo de um ataque que sofria para furar o bloqueio norueguês. Porém, o que se viu foi um jogador que, embora tentasse buscar o jogo no círculo central, mostrava-se inofensivo e fisicamente aquém do ritmo exigido pelo Mundial.

Um craque isolado e ignorado

Uma análise detalhada da movimentação tática revela um cenário atípico para o camisa 10. Historicamente o centro das ações ofensivas, Neymar foi, pela primeira vez em 16 anos de Seleção, ignorado por seus companheiros de equipe em momentos cruciais. Em diversas passagens, o vídeo mostra o atacante pedindo a bola com braços abertos na entrada da área, sem ser acionado por nomes como Casemiro, que optaram por outras jogadas.

Essa falta de sintonia foi o reflexo de um Brasil que parecia não mais orbitar em torno de seu astro. Ao receber a bola longe do gol, Neymar já não demonstrava a explosão necessária para encurtar distâncias. As arrancadas, que outrora aterrorizavam defesas, tornaram-se raras, facilitando a marcação de Martin Odegaard e dos defensores escandinavos.

Resquícios de talento e o apito final

Mesmo em uma tarde pouco inspirada, o talento de Neymar não desapareceu por completo. Houve lampejos: um domínio de classe após um lançamento longo do goleiro e uma tentativa de drible individual dentro da área que só foi parada no último instante. O gol de honra, marcado em cobrança de pênalti, trouxe um sorriso que soou deslocado diante da iminente eliminação.

O temperamento intempestivo também marcou presença. Reclamações acintosas com a arbitragem, provocações antes da batida do pênalti e um breve desentendimento com Odegaard mostraram que a competitividade do jogador ainda ardia, mesmo que o corpo não respondesse da mesma forma.

O adeus definitivo

Ao apito final, o contraste: de um lado, a festa norueguesa liderada por Haaland; do outro, o choro copioso de um ídolo que admitiu o fim da linha. "Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui", declarou o craque, selando o encerramento de seu ciclo com a Seleção Brasileira. O saldo é agridoce: o recorde de gols histórico, mas a frustração de uma despedida sem o título mundial e com uma performance que pouco lembrou o ousado menino que estreou em 2010. O Brasil agora olha para 2030, buscando reconstruir sua identidade sem a sombra de seu último grande protagonista.

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Matéria produzida pela redação automatizada do Nexa Esportes com base em apurações públicas (referência: ge.globo).

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